Internet: golpes contra turistas são cada vez mais frequentes


Turistas francesas reservaram mansão na Croácia e, chegando lá, se depararam com um terreno vazio. Reportagem do Le Figaro explora casos de viajantes ludibriados. Aeroporto Paris-Charles de Gaulle, que terá trem expresso para Paris em 2024
12019/Creative Commons
A plataforma Airbnb continua ganhando terreno sobre a hotelaria, de acordo com uma reportagem do suplemento econômico do jornal Le Figaro desta quinta-feira (5). Mas uma outra matéria no mesmo jornal fala sobre os golpes cada vez mais frequentes contra turistas incautos na internet.
Oito milhões e meio de franceses usaram o site para reservar um apartamento em vez de um quarto de hotel, sendo que 60% das transações foram feitas na França. Dois milhões de franceses utilizaram a plataforma pela primeira vez. A França registra no Airbnb 600 mil ofertas, ficando atrás apenas dos EUA.
O Le Figaro destaca um outro lado desse fenômeno, o dos turistas que ludibriados por anúncios inexistentes ou que não correspondem à realidade. Há o caso de duas amigas francesas que pensam ter alugado uma mansão espetacular, na Croácia, pelo site Booking. Duas semanas por mais de € 6 mil, ou seja, cerca de R$ 27 mil. Chegando lá, elas se depararam com um terreno vazio. O site só tomou uma providência depois de muita pressão pelas redes sociais.
Um outro grupo de franceses passou por uma horrível experiência no Chipre, com um proprietário que exigia somas à parte do combinado. Como não foi atendido, ele puniu os turistas, cortando a eletricidade. Uma das vítimas relatou ao Figaro a via crúcis de tentar uma resolução por parte do site Airbnb. Acionada, a plataforma invariavelmente terminava a conversa telefônica com a frase: “O seu caso está sendo tratado por uma outra pessoa, que vai entrar em contato com você o mais rápido possível”.
Identidade roubada
Outro caso que assusta é o de uma jornalista do Figaro, que se interessou por uma oferta de uma casa no ano passado. O proprietário pediu uma cópia da identidade da repórter e ela mandou. No final, a jornalista desistiu da casa, não pagou nada, mas qual não foi a surpresa quando um ano depois ela começou a receber pedidos para alugar sua “esplêndida mansão” na Córsega – que ela não possui – e assim descobriu que teve a identidade clonada em um outro site.

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