Veja quem são as vítimas do tiroteio de sábado no Texas


Das 7 pessoas que morreram, 5 já foram identificadas por familiares e amigos a veículos de imprensa americanos. Outras 22 pessoas, incluindo um bebê, ficaram feridas no atentado no oeste do estado americano. Polícia ainda não sabe a motivação do crime. Quatro das sete vítimas do ataque do último sábado (31): Leilah Hernandez (topo); Rodolfo Arco (em pé); Joseph Griffith (esquerda); Mary Granados (direita).
Reprodução/Facebook e GoFundMe
No último sábado (31), 7 pessoas morreram e outras 22 ficaram feridas em mais um ataque a tiros no Texas. O atentado, que ocorreu entre as cidades de Odessa e Midland, foi o segundo do mês de agosto no estado; no dia 3, outro tiroteio em massa deixou 22 mortos em El Paso.
Entre os feridos está uma bebê de 1 ano e 5 mes, Anderson Davis, que perdeu os dentes da frente. A menina ainda deve passar por uma cirurgia nesta segunda-feira (2) para remover estilhaços do peito, anunciou o governador do Texas, Greg Abbott, em uma coletiva de imprensa. Segundo Abbot, a criança deve se recuperar.
Tiroteio no Texas entre Midland e Odessa
Roberta Jaworski/G1
Os nomes das vítimas do último ataque ainda não foram oficialmente divulgados pela polícia, mas 5 das 7 vítimas já foram identificadas por familiares e amigos a veículos americanos de imprensa. Elas tinham entre 15 e 57 anos. Veja quem são:
Edwin Peregrino, 25 anos
Edwin estava visitando os pais em Odessa quando ouviu tiros do lado de fora. Ele saiu correndo para o quintal para saber do que se tratavam e, nesse momento, o assassino passou correndo de carro e abriu fogo.
Edwin morreu do lado de fora da casa de onde tinha se mudado semanas antes.
“Aconteceu em nossa casa. Você acha que está seguro em sua própria casa ”, disse a irmã de Edwin, Eritizi Peregrino, de 23 anos, ao “The Washington Post. “Você nem está seguro em sua própria casa.”
O marido dela também foi baleado e está se recuperando.
Conhecido por ser um pouco encrenqueiro na juventude, Edwin tinha amadurecido e queria ter a própria família. Se orgulhava de poder apoiar quem precisava.
“Você sempre podia contar com ele para tudo”, disse Eritzi. Ele era um tio amado por dois sobrinhos e uma sobrinha.
Joseph Griffith, 40 anos, pai de dois filhos
Joseph Griffith, 40 anos, pai de dois filhos e uma das vítimas do ataque no último sábado (31), no Texas.
Reprodução/Facebook Becky Griffith
A irmã de Joseph, Carla, disse ao “The Washington Post” que o irmão tinha sido morto quando estava parado no semáforo com a esposa e dois filhos.
“Esse maníaco parou ao lado dele e atirou nele, tirou sua vida, assassinou meu irmão mais novo. Como [se fosse] nada” disse. “Estamos tão despedaçados.”
Carla lembrou do senso de humor do irmão, que tinha como marca registrada uma habilidade singular de imitar qualquer pessoa. Mas nada, ela disse, era maior do que a devoção que ele tinha à esposa e aos filhos; Joseph trabalhava seis dias por semana para sustentá-los.
Antes, Joseph trabalhava como professor de matemática. Um dia antes de sua morte, um ex-aluno havia dito a ele “que professor incrível ele era”, contou a irmã.
Leilah Hernandez, 15 anos, aluna de ensino médio
Leilah Hernandez, 15, aluna de ensino médio e uma das vítimas do ataque do último sábado (31), no Texas.
Reprodução/Twitter Nathan Hernandez
A estudante de ensino médio Leilah Hernandez tinha acabado de completar 15 anos em maio, em uma festa que havia sido planejada por dois anos, explicou a avó da menina ao jornal “The Washington Post”.
“Foi como um sonho para ela”, declarou a avó, Nora Leyva, ao jornal. Leilah usou um vestido verde na festa.
Na semana passada, entretanto, diz a avó, a mãe dela disse que Leilah tinha chorado depois que outros estudantes tinham feito bullying com ela na escola. Mesmo assim, na maior parte do tempo, Leilah era uma menina feliz, que jogava vôlei e estava animada para começar aulas de catecismo neta semana. Ela adorava os pais.
“É tão difícil”, disse a avó de Leilah. “Eu não vou mais vê-la”.
Amigas de Leilah Hernandez fazem vigília em homenagem à estudante de ensino médio, de 15 anos, que morreu durante um ataque a tiros no oeste do Texas no último sábado (31).
Sue Ogrocki/AP
O irmão de Leilah, Nathan, está entre os 22 feridos no ataque. No sábado (31), os dois estavam com a família e saíam de uma concessionária. Quando o ataque começou, Nathan tentou proteger a irmã e foi baleado no braço direito. Ele está internando em uma UTI.
Um tiro seguinte atravessou o ombro esquerdo de Leilah, perto da clavícula. Quando as autoridades levaram Nathan de ambulância, disseram ao menino que a irmã havia morrido.
Mary Granados, 29 anos, entregadora dos correios
Mary Granados, de 29 anos, era entregadora dos correios e uma das vítimas do ataque de sábado (31) no Texas.
Reprodução/GoFundMe Mary Granados
A irmã gêmea de Mary, Rosie, estava no telefone com ela quando a entregadora dos correios foi baleada.
Mary estava no fim de sua rota de entrega e as duas conversavam. Foi então que Rosie ouviu a irmã gritar, explicou a moça à rede de televisão americana CNN.
“Foi muito doloroso”, disse Rosie . “Eu só queria ajudá-la e não podia. Eu pensei que ela tivesse sido mordida por um cachorro ou algo assim. Tentei chamar o nome dela, e ela não respondeu”.
Rodolfo Arco, 57 anos, dono de uma empresa de caminhões
Rodolfo Arco, conhecido como “Rudy”, de 57 anos, dono de uma empresa de caminhões e uma das vítimas do ataque no último sábado (31) no Texas.
Reprodução/Facebook Rudy Arco
Rodolfo, conhecido como “Rudy”, tinha se mudado de Las Vegas um ano depois do tiroteio na cidade, em 2017, que deixou 59 mortos e mais de 500 feridos, disse a irmã dele, Maria Arco, ao jornal “Arizona Republic”.
“Ele sentiu que Odessa era o lugar para ir”, disse Maria. “Ele vendeu tudo em Las Vegas e se mudou para lá, na esperança de que as coisas fossem mais seguras para ele e a família.”
Rudy, que tinha uma empresa de caminhões na cidade, estava dirigindo no dia do ataque quando três balas foram disparadas contra seu caminhão. Duas delas atravessaram a cabine do veículo e a outra entrou pela janela. Ele morreu na hora, afirmou Maria.
Ela descreveu o irmão como amoroso e alegre – o tipo de pessoa que sempre tenta ajudar outras pessoas em uma festa a se divertirem. “Ele aproveitava a vida”, disse. Ela, Rodolfo e o irmão mais novo deles, Emílio, se mudaram para os Estados Unidos como refugiados cubanos em 1969.
A filha de Rodolfo, Julieanna, trabalha em um shopping em Odessa. Depois de ser liberada para deixar o lugar, no sábado, ela foi para casa e viu o caminho do pai na beira da estada. Ela foi encaminhada para o hospital, segundo a tia.
Motivação desconhecida
O chefe de polícia de Odessa, Michael Gerke, em coletiva de imprensa no domingo (1º).
Sue Ogrocki/AP
A polícia ainda não sabe o que teria motivado o crime. Durante coletiva de imprensa no domingo (1º), o chefe de polícia de Odessa, Michael Gerke, se recusou a mencionar o nome do assassino.
“Não vou dar a ele nenhuma notoriedade pelo que fez”, afirmou Gerke na entrevista.
O criminoso foi identificado como Seth Aaron Ator, de 36 anos, e também morreu durante o ataque.
Checar antecedentes não teria evitado, diz Trump
Trump diz que atirador do Texas era uma pessoa doente e agradece trabalho de autoridades
Em entrevista a jornalistas na Casa Branca, o presidente Donald Trump disse que a verificação de antecedentes dos compradores de armas não teria evitado recentes casos de violência no país.
“Na maioria das vezes, por mais que você faça as verificações de antecedentes, elas não teriam impedido nada disso”, disse Trump.
Os maiores ataques de 2019
No começo do mês, além dos 22 mortos no ataque em El Paso, também no Texas, outras 9 pessoas morreram em um atentado em Dayton, Ohio.
No fim de julho, um homem armado entrou num parque durante o Festival do Alho, na cidade de Gilroy, na Califórnia. Três pessoas morreram e outras 11 ficaram feridas.
O ataque a um prédio governamental da cidade de Virginia Beach, no estado da Virgínia, terminou com a morte de 12 pessoas no final de maio.
No início de fevereiro, o ataque a uma fábrica deixou ao menos 6 pessoas mortas, além de feridos, em Aurora, cidade próxima a Chicago.
Cinco pessoas morreram em um banco em Sebring, na Flórida, em janeiro deste ano.

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