Trump autoriza o controle de preços de produtos necessários para o combate ao coronavírus


O Departamento de Justiça dos EUA trabalha para impedir empresas e pessoas que tentam tirar proveito da epidemia para lucrar. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante entrevista coletiva sobre coronavírus, ao lado do promotor-geral William Barr, e da coordenadora da Casa Branca à resposta ao coronavírus, Debbie Birx, em Washington, na segunda-feira (23)
Reuters/Jonathan Ernst
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou nesta segunda-feira (23) que produtos necessários para o combate ao coronavírus poderão ter seus preços controlados para evitar abusos.
Em uma entrevista coletiva na Casa Branca, Trump afirmou que o Departamento de Justiça está acompanhando as denúncias contra pessoas que tentam se aproveitar da vulnerabilidade da população para lucrar. O mandatário citou o exemplo de um site que tentou vender vacinas falsas contra a Covid-19.
O procurador-geral dos EUA, William Barr, disse que todos os 93 escritórios de procuradores dos EUA estão instruídos a lidar com casos de aumentos nos preços. Segundo ele, a Justiça já começou a fiscalização em lojas de suplementos médicos mais importantes para as ações de contenção da epidemia.
Repatriação de americanos no Brasil
Trump agradeceu ao governo brasileiro após uma ação de resgate de um grupo de texanos que viajava em um cruzeiro e não conseguiu voltar aos EUA.
“Durante a noite, trouxemos com sucesso 103 cidadãos americanos depois de ficarem presos por 10 dias no Brasil, após um cruzeiro”, disse Trump. “Queremos agradecer ao governo brasileiro e ao seu grande presidente. A maioria dos retornados era de idosos.”
‘Vírus chinês’
O presidente dos EUA mudou o tom e pediu que a população apoiasse os americanos de origem asiática, que “não têm nada a ver” com o vírus e que muitos estão contribuindo com o combate à Covid-19.
Anteriormente, o mandatário norte-americano havia chamado o coronavírus Sars-CoV-2 de “vírus chinês” e foi fortemente criticado pelo governo de Pequim.
Hidroxicloroquina
Trump disse que o medicamento apontado como um possível tratamento para a síndrome respiratória, ainda que não tenha estudos suficientes sobre o assunto, a hidroxicloroquina será fornecida aos pacientes de Nova York, cidade que se tornou o epicentro da doença nos EUA.
“A distribuição começa amanhã pela manhã em Nova York, e vamos ficar de olho. O medicamento foi muito bem sucedido com a malária”, disse Trump.
A coordenadora da Força-Tarefa de Coronavírus da Casa Branca, Deborah Birx, disse que 250 mil testes para o diagnóstico da Covid-19 foram realizados nos últimos dias. Ela disse também que de todos os exames feitos na região metropolitana de Nova York, 28% deram positivo para Sars-CoV-2.
O estado de Nova York se tornou o epicentro da doença nos EUA, com mais de 15 mil infectados pelo novo coronavírus.
“A America vai estar de novo, e em breve, aberta para negócios”, disse Trump. “Depois de 15 dias [de quarentena] vamos ter que decidir para que lado queremos ir.”

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