Protestos em Hong Kong têm barricadas, molotovs e repressão

Dezenas de milhares de pessoas desafiaram neste sábado a chuva e a proibição policial para protestar nas ruas do distrito financeiro de Hong Kong, o 13º fim de semana consecutivo de manifestações contra o governo da China na cidade

Não demorou muito para que os agentes usassem bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão dos arredores do prédio

Antes, um dos manifestantes havia jogado um coquetel molotov contra o edifício, o que deu início à confusão

O secretário-geral do partido pró-democracia Demosisto, Joshua Wong, estava na manifestação. Preso na sexta-feira (30) junto a outros cinco ativistas e deputados opositores pela participação nos protestos, ele deixou a prisão após pagar fiança

Além disso, pela primeira vez desde o início dos protestos, as forças de segurança utilizaram canhões que disparavam água com tinta azul contra os manifestantes, uma forma de reprimir e também identificar mais facilmente os participantes

Originalmente, o protesto de hoje foi convocado pela Frente Civil de Direitos Humanos (CHRF), entidade que tem organizado as maiores manifestações das últimas semanas. Todas foram pacíficas, mas isso não evitou que as autoridades locais proibissem sua realização, o que levou a CHRF a suspender o protesto

No entanto, outros grupos mantiveram nas redes sociais a convocação para o protesto deste sábado. Os convites diziam que o ato seria religioso e tinha como objetivo ‘orar pelos pecadores de Hong Kong’

Os protestos deste sábado marcam uma mudança na postura dos manifestantes, que até o momento lançavam mão de táticas de defesa como desarmar ou apagar as bombas de gás ou derrubar postes e usar lasers para prejudicar o funcionamento de câmeras de reconhecimento facial — o que também aconteceu hoje

Além de coquetéis molotov lançados contra prédios do governo e barreiras policiais, os protestos de hoje tiveram barricadas em chamas

A polícia deteve um grande número de manifestantes. Protestos ilegais são considerados um crime grave em Hong Kong, podendo ser punidos com até cinco anos de prisão

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