OMS pede precauções a países que planejam flexibilizar confinamento


Tedros Adhanom afirmou, durante entrevista coletiva, que para começar a amenizar as regras de distanciamento social é preciso ter a transmissão controlada e outros cinco condições. Tedros Adhanom Ghebreyesus em uma entrevista coletiva, em 24 de fevereiro de 2020
Denis Balibouse/Reuters
O presidente da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta sexta-feira (10) que a entidade está conversando com países afetados pela Covid-19 em formas de amenizar as restrições à movimentação.
Se acordo com Tedros, os governos precisam levar em conta alguns fatores na flexibilização das medidas de confinamento. São eles
Controle da transmissão
Oferta suficiente de serviços médicos e de saúde pública
Minimização dos riscos de um novo surto
Medidas preventivas em locais essenciais, como escolas, locais de trabalho e outros
Controle dos riscos de importação do vírus
Participação ativa das comunidades
O diretor-executivo da OMS, Michael Ryan, afirmou que, neste momento, os governos precisam se preocupar em como fazer mais testes de um tipo específico, que é o teste PCR, que identifica a presença do vírus.
Outro tipo de teste, o de anticorpos, é importante para saber para onde vai a pandemia, afirmou Ryan.
Casos leves, moderados, críticos e severos
Maria Van Kerkhove, do programa de emergência da OMS, respondeu a uma pergunta sobre qual a porcentagem de casos de Covid-19 são graves.
Ela fez uma ressalva a respeito de subgrupos –maiores de 60 ou os que têm pré-condições, por exemplo.
A maioria dos dados veio da china inicialmente que sugeriu que 80% eram leves ou moderados –entre esses últimos, há pacientes com pneumonia que não precisam de hospitalização, mas já é algo significativo.
Esses dados são os da China. Ela tem tentando atualizar. “Temos falado com clínicos é qual a proporção em países diferentes. Não há detalhe suficiente.”
O modelo que eles têm usado prevê que, no geral, a gravidade se divide da seguinte forma:
40% leves
40% moderados
15% crítico
5% severo
“É uma boa base para as projeções. Mas à medida que há novos dados, vamos modificar essas porcentagens”, afirmou Kerkhove.
Equipamentos de proteção para quem precisa
Tedros disse também que a organização está preocupada com as infecções entre os profissionais da saúde –até 10% deles foram contaminados pelo Sars-Cov-2, disse o presidente da entidade. “É alarmante, e se eles estiverem em risco, todos estarão em risco”, afirmou.
Há uma força tarefa da OMS para distribuir equipamentos de proteção para que os profissionais da saúde não estejam vulneráveis.
Serão despachados:
100 milhões de máscaras médicas
25 milhões de máscaras de outros tipos
2,5 milhões de testes
O custo dessa operação é estimado em US$ 280 milhões.
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Distribuição / Melhor Hoje / Fonte Google News

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