Após sugestão de Bolsonaro, movimentos adiam ato pró-governo

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<img class="croppable" src="https://img.r7.com/images/bolsonaro-live-coronavirus-12032020191039518?dimensions=660×360" title="O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e o presidente Bolsonaro, em live" alt="O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e o presidente Bolsonaro, em live" />
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<span class="legend_box ">O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e o presidente Bolsonaro, em live</span>
<span class="credit_box ">Reprodução/Facebook</span>
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Diante do apelo do presidente Jair Bolsonaro, líderes dos principais movimentos que convocaram as manifestações contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram adiar os atos de rua e fazer mobilizações virtuais na internet e outros tipos de protestos neste domingo (15).</p>
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“Vamos seguir o pedido do governo federal. Decidimos criar uma hashtag (palavra-chave) no dia 15 e pedir que todos usem camiseta do Brasil”, disse Tomé Abduch, porta voz do movimento Nas Ruas. “É um adiamento, não um cancelamento. Ainda não temos data para a próxima manifestação”, completou Abdouch.</p>
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Nesta quinta-feira (12), Bolsonaro, usando máscara cirúrgica, fez uma live em sua página no Facebook pedindo que as manifestações fossem adiadas em função do risco de contágio do coronavírus.</p>
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“O que nós devemos fazer é evitar que haja uma explosão de pessoas infectadas, porque os hospitais não dariam vazão a tanta gente. Uma das ideias é adiar e suspender para daqui um ou dois meses”, disse Bolsonaro.</p>
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“Eu, como presidente, tenho que tomar uma posição”, afirmou. Em seguida, disse que o ato não era dele e ocorreu de forma “espontânea”.</p>
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O presidente compartilhou a convocação por meio de sua conta pessoal no WhatsApp, conforme revelou o BR Político e depois em uma entrevista coletiva em Roraima. O governo também difundiu as manifestações nas redes sociais da Secretaria de Comunicação.</p>
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Empresas que fazem o monitoramento das redes sociais já haviam detectado uma queda no engajamento pelas manifestações contra o Congresso e o STF nas redes sociais desde o início da semana.</p>
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“A pauta continua bem fraca, restrita aos grupos mais ideológicos. Hoje tentaram uma operação pesada subindo a hashtag #Dia15VaiSerGigante. Alcançou os trending topics (temas mais comentados do Twitter), mas dólar a R$5 e coronavírus atropelaram. Eles não estão com hegemonia sobre a pauta”, disse Pedro Bruzzi, da Arquimedes.</p>
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Ao longo do dia, mesmo diante das notícias de aumento exponencial do número de pessoas contaminadas, os movimentos mantinham a intenção de ir para a rua no domingo. A posição só mudou depois da live de Bolsonaro.</p>
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O Avança Brasil soltou um comunicado no qual anuncia o adiamento do ato de rua e conclama para um panelaço contra o Congresso no domingo. “Conclamamos porém, que todos juntem-se a nós em um mega panelaço no dia 15 às 20h em desagravo às atitudes de congressistas irresponsáveis que não tem o Brasil acima de tudo e que somente pensam em seus benefícios particulares”, diz a nota.</p>
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Os grupos República de Curitiba e Movimento Direita Digital (MDD) já haviam decidido não participar da manifestação de domingo por causa do risco de contaminação por coronavírus antes do apelo presidencial.</p>
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“Não quero ter minhas mãos sujas de sangue caso alguém se contamine e acabe morrendo”, disse Victor Carazzatto, 16 anos, fundador do MDD.</p>
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O movimento Brasil Nova Atitude (BNA) também acatou o pedido do presidente.<br>
“Se ele pediu nós vamos respeitar. Vamos nos manifestar de outra forma, pela internet”, disse Henrique Watanabe, representante do BNA.</p>
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Dos grupos que estiveram na reunião com a Polícia Militar na segunda-feira (9), para organização do ato, o único que afirmou que vai manter a manifestação de rua é o Movimento Conservador (ex- Patriotas do Brasil).</p>
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“Agora é que vamos mesmo. E vamos com tudo afirmou”, disse Anilo Anunciato, representante do grupo. Segundo ele, o coronavírus é uma invenção chinesa.</p>
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“Nós vamos para a Avenida Paulista. Isso (coronavírus) é coisa que a China está inventando. A nossa ideia é levar até 1 milhão de pessoas às ruas, mas pode ser que esse número seja reduzido por causa disso”, disse Anunciato.</p>
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O grupo pagou R$ 9 mil no aluguel de um caminhão de som que ficará em frente a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).</p>

Distribuição / Melhor Hoje / Fonte

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