Aécio recebeu R$ 65 milhões em propina de construtoras, diz PF

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<img class="croppable" src="https://img.r7.com/images/aecio-neves-24102018093942945?dimensions=460×305" title="Propina teria sido paga por construtoras" alt="Propina teria sido paga por construtoras" />
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<span class="legend_box ">Propina teria sido paga por construtoras</span>
<span class="credit_box ">Fred Magno/O Tempo/Folhapress – 07.10.2018</span>
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Em relatório conclusivo, a Polícia Federal afirmou que o deputado Aécio Neves (PSDB-MG) recebeu R$ 65 milhões em propina das construtoras Odebrecht e Andrade Gutierrez, entre 2008 e 2011, "sendo parte relevante desta quantia fora do período eleitoral". No documento, entregue ao relator da Operação Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, o delegado Bernardo Guidali menciona crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro.</p>
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A partir desse relatório sobre as investigações, cabe à Procuradoria-Geral da República decidir se denuncia Aécio ou se envia os autos à primeira instância, pois os fatos são anteriores ao atual mandato do deputado. Também foi atribuído crime de lavagem de dinheiro ao ex-diretor de Furnas Dimas Toledo e ao empresário Alexandre Accioly, apontados como supostos intermediários da propina.</p>
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De acordo com a PF, os pagamentos foram uma "contrapartida pela influência sobre o andamento dos negócios da área de energia desenvolvidos em parceria pelas construtoras, notadamente sobre a Cemig, companhia controlada pelo governo de Minas Gerais, e Furnas, subsidiária da Eletrobrás". Entre esses negócios estão "os projetos do Rio Madeira, como as Usinas Hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, em Rondônia". Aécio foi governador de Minas de janeiro de 2003 a março de 2010.</p>
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<strong>Valores</strong></p>
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A PF afirma que, da Odebrecht, Aécio recebeu R$ 30 milhões, sendo R$ 28,2 milhões em espécie. Outra parte teria sido paga por meio de contas de empresas offshores no exterior. Já a Andrade Gutierrez, conforme o relatório, repassou ao tucano R$ 35 milhões, por meio de investimentos em holding que tem Accioly como sócio-proprietário.</p>
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<strong>’Conclusões absurdas'</strong></p>
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Defensor de <strong><a href="https://noticias.r7.com/minas-gerais/processo-de-aecio-no-caso-das-malas-de-dinheiro-volta-a-estaca-zero-19032020" target="_blank">Aécio Neves</a></strong>, o criminalista Alberto Zacharias Toron afirmou que as conclusões do relatório da PF são "absurdas". Segundo ele, a obra investigada "era de responsabilidade do governo federal, ao qual o então governador fazia oposição, e foi realizada em Rondônia, sem qualquer relação com o governo de Minas". "As fantasiosas conclusões são baseadas em delações espúrias", disse Toron.</p>
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A defesa de Alexandre Accioly disse que "provará cabalmente ao Ministério Público e ao Poder Judiciário que Accioly nunca incorreu em qualquer prática ilícita." A defesa de Dimas Toledo não foi localizada. Odebrecht e Andrade Gutierrez, cujos executivos fizeram delação, disseram colaborar com a investigação. </p>

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