Trump impõe novas tarifas sobre produtos da China e acirra guerra comercial


O governo da China disse que os Estados Unidos podem enfrentar consequências se não encerrarem suas “ações erradas”. Donald Trump cumprimenta presidente da China Xi Jinping em imagem de novembro de 2017
Andrew Harnik/AP
O presidente americano Donald Trump passou a impor neste domingo (1º) novas tarifas sobre produtos da China como ketchup, carne, linguiça, frutas, legumes, leite e queijos. As novas taxações também vão recair sobre artigos esportivos, instrumentos musicais, roupas esportivas e cadeirinhas infantis.
São tarifas adicionais de 15% aplicadas sobre cerca de 300 bilhões de dólares em produtos importados que ainda não haviam sido penalizados. Elas entram em vigor a partir da 00:01 de domingo no horário local (01:01 de Brasília), conforme anunciado pelo representante comercial americano (USTR).
A decisão faz parte da estratégia de pressão máxima sobre o mercado chinês, de modo a forçar Pequim a assinar um acordo comercial.
O movimento de Trump foi uma resposta à China, que havia implementado tarifas extras sobre US$ 75 bilhões em produtos importados dos Estados Unidos, especialmente carne bovina e soja.
Na sexta-feira (30), Trump disse em uma rede social que as tarifas atualmente em vigor sobre US$ 250 bilhões subirão de 25% para 30% a partir de 1º de outubro.
Entenda a disputa
Com o argumento de que busca proteger os produtores norte-americanos e reverter o déficit comercial que os Estados Unidos tem com a China, Trump vem anunciando desde 2018 tarifas sobre produtos importados do país asiático. O objetivo é dificultar a chegada de produtos chineses aos Estados Unidos, o que estimularia a produção interna.
Desde então, foram feitas algumas tentativas de acordo, mas os rompimentos de tréguas com novos anúncios e ameaças de retaliações frustraram expectativas de solução.
Em agosto, as tensões pioraram. A disputa passou dos anúncios e ameaças de tarifas sobre produtos importados para o campo cambial. Em reação a uma nova rodada de tarifas dos EUA, a China desvalorizou fortemente sua moeda, o iuan, e foi acusada de manipulação cambial.
China afirma que EUA podem enfrentar consequências
O governo da China disse neste sábado (24) que os Estados Unidos podem enfrentar consequências se não encerrarem suas “ações erradas”, após os americanos anunciarem aumento de tarifas sobre a importação de produtos chineses.
Os comentários foram feitos do Ministério do Comércio da China, que afirmaram ainda que as atitudes dos Estados Unidos prejudicam o sistema de comércio mundial.
“Esse protecionismo comercial unilateral e intimidador e a pressão máxima violam o consenso alcançado pelo chefe da China e dos Estados Unidos, violam o princípio do respeito mútuo e do benefício mútuo e danificam seriamente o sistema comercial multilateral e a ordem comercial internacional normal”, disse ministério do comércio da China em um comunicado neste sábado.

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