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SÃO PAULO – As indefinições em torno dos interesses que estarão em jogo durante a tramitação da PEC dos Precatórios no Senado seguem no radar de investidores nesta quinta-feira (18). Em dia de agenda econômica esvaziada, os títulos públicos negociados no Tesouro Direto apresentam movimento misto na manhã de hoje.

Após a subida mais expressiva na sessão anterior, os retornos oferecidos pelos papéis prefixados operam em estabilidade. Por outro lado, os juros pagos pelos títulos atrelados à inflação recuam.

No início da manhã, o Tesouro Prefixado 2024, por exemplo, oferecia retorno de 12,04% ao ano. O percentual está em linha com os 12,05% vistos ontem (17). Esse é o segundo dia em que taxas desse papel se mantêm acima do patamar de 12%. No mesmo horário, a rentabilidade oferecida pelo Tesouro Prefixado 2031 era de 11,73% ao ano, levemente abaixo dos 11,75% do dia anterior.

Com isso, a diferença entre a remuneração do título de prazo mais curto (2024) e o de prazo mais longo (2031) chegava a 31 pontos-base no começo das negociações. Entenda o que explica esse fenômeno em que os papéis de vencimento mais próximo oferecem juros maiores do que os de prazo mais alongado.

Já entre os títulos atrelados à inflação, o retorno real oferecido pelo Tesouro IPCA+ 2026 era de 5,20% ao ano no começo do dia, contra 5,26% ao ano na sessão anterior. Da mesma forma, as taxas oferecidas pelo Tesouro IPCA+ 2055, com pagamento semestral de juros, era de 5,32% ao ano – mesmo valor registrado um dia antes.

A distância entre a rentabilidade oferecida pelo papel de prazo mais curto (2026) e o de prazo mais longo (2055) era de 12 pontos-base (0,12 ponto percentual), na abertura dos negócios. Um dia antes, essa diferença era menor: 8 pontos-base (0,08 ponto percentual).

Confira os preços e as taxas de todos os títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto que eram oferecidos na manhã desta quinta-feira (18): 

Taxas Tesouro Direto
Fonte: Tesouro Direto

Falas de Paulo Guedes

Em dia de agenda econômica esvaziada na cena local, investidores repercutem a fala de Paulo Guedes, ministro da Economia, sobre a inflação e a PEC dos Precatórios. Em evento virtual promovido pelo Bradesco BBI na quarta (17), Guedes disse que o problema do Brasil em 2022 não será o crescimento baixo, mas sim a inflação.

“Vamos ver o que vai acontecer com essas pessoas que estão prevendo zero ou 1% de crescimento do PIB em 2002 O problema não será crescimento baixo, o problema será inflação resiliente”, afirmou o ministro. “A inflação provavelmente será um pouco acima do que vocês estão prevendo, mas o crescimento também será maior do que vocês estão prevendo, então vamos ver. Eu não faço previsões, eu faço piada de previsões, de previsões erradas”, completou Guedes.

O ministro também falou que considerava um “grande erro”, capaz de comprometer o crescimento previsto pelo governo para o ano que vem, a ideia de senadores de retirar o pagamento dos precatórios da regra do teto.

PEC dos Precatórios e desoneração da folha de pagamentos

Dentro da agenda política, as discussões em torno da PEC dos Precatórios (PEC 23/2021) continuam dominando as preocupações entre os agentes financeiros.

Fernando Bezerra (MDB-PE), relator da PEC dos Precatórios, tem se reunido com integrantes do Senado para ouvir suas demandas. A bancada do MDB quer que o Auxílio Brasil passe a ser permanente, “enquanto houver miséria e pobreza nesse País”, segundo o líder Eduardo Braga.

Já os senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE), José Aníbal (PSDB-SP) e Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) elaboraram ontem uma emenda com texto alternativo à PEC dos Precatórios. A nova proposta funde itens presentes nas três PECs protocoladas e pretende abrir espaço fiscal de cerca de R$ 99 bilhões para assistência social exclusivamente no Orçamento de 2022 – montante que pode superar inclusive o calculado pelo governo para a atual versão da PEC dos Precatórios, de R$ 91,6 bilhões. Com isso, seria possível bancar um auxílio de R$ 400 por mês para 21 milhões de brasileiros.

Mesmo sem acordo, a expectativa é de que a matéria caminhe para deliberação em Plenário no dia 30 de novembro. Ao que indica Bezerra, ela deve ter alterações e, desse modo, retornar à Câmara.

Também na seara política, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, afirmou ontem que vem discutindo com o Supremo Tribunal Federal (STF) formas de manter as emendas de relator no Orçamento. Elas ficaram conhecidas como “orçamento secreto” por conta da falta de publicidade e de critérios preestabelecidos para que o relator as distribua.

O destino das emendas de relator ganhou atenção em meio à votação da PEC dos Precatórios na Câmara dos Deputados, quando foram usadas como moeda de troca por votos a favor da matéria, de interesse do governo.

Destaque também para a aprovação ontem da proposta que prorroga a desoneração da folha de pagamento das empresas de 17 setores econômicos do país até 2023 pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara. Com isso, o texto segue imediatamente para a apreciação do Senado.

Cena internacional

No outro lado do mundo, os índices futuros americanos indicam abertura em alta para as Bolsas que, fecharam em baixa na quarta-feira. O Dow Jones futuro avança 0,18%; o S&P 500 futuro tem alta de 0,31%; e os futuros da Nasdaq sobem 0,54%.

Ontem, Economistas do JPMorgan Chase divulgaram em relatório que esperam que o Federal Reserve (banco central americano) aumente os juros em setembro de 2022. Com isso, mais um banco em Wall Street começar a descartar a previsão de taxas inalteradas ao longo de 2022.

Em novo cenário, a equipe do banco disse que a meta da autoridade monetária de pleno emprego será atingida até meados do ano que vem. Isso, segundo o JP Morgan Chase, levará o Comitê de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) a elevar em setembro a taxa de referência, agora perto de zero, com outro aumento previsto em dezembro e um a cada trimestre subsequente, disseram os economistas.

O time de analistas prevê ainda que o ciclo de aperto será encerrado assim que a taxa ajustada pela inflação retornar a zero.

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