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No ano anterior, apenas 0,7% das famílias contou com esses benefícios. Quase um quarto dos domicílios no país (23,7%) recebeu ajuda de algum programa social em 2020 além de Bolsa Família ou Benefício de Prestação Continuada (BPC), principalmente Auxílio Emergencial, frente a uma parcela de 0,7% em 2019. As informações constam da pesquisa “Pnad Contínua 2020 – Rendimento de Todas as Fontes”, anunciada nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O indicador “outros programas sociais” engloba iniciativas que não o Bolsa Família ou o Benefício de Prestação Continuada (BPC) – que são classificadas separadamente – e por isso indicaria a parcela ligada ao Auxílio Emergencial.
O IBGE reconhece, no entanto, que pode estar incluída alguma renda de Bolsa Família, por causa da possibilidade de uma “confusão” na resposta do entrevistado.
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A pesquisadora do IBGE Alessandra Saraiva Brito admitiu que as famílias, na hora de responder a essa pergunta, podem ter confundido Bolsa Família com Auxílio Emergencial, ou vice-versa.
“Alguns beneficiários do Bolsa Família passaram a receber o Auxílio Emergencial, no caso de o benefício dele ser menor que o Bolsa Família. Na hora da pesquisa de campo, a pessoa pode falar que está ganhando o Bolsa Família e na verdade estar recebendo o Auxílio Emergencial. Ou o contrário, achar que está recebendo o auxílio e está recebendo o Bolsa Família”, esclareceu.
Na sua avaliação, no entanto, esta parcela de 23,7% é formada majoritariamente por Auxílio Emergencial. “Essa fatia de 23,7% é uma boa ‘proxy’ [estimativa] do total de domicílios que receberam Auxílio Emergencial” afirmou ela.
Na pesquisa, o instituto informou que o total estimado de domicílios no país ficou em 71,570 milhões, no ano passado. Desse total, 7,2% receberam algum rendimento do Programa Bolsa Família, o que representa uma forte queda ante fatia em 2019 (14,3%). Foi a menor fatia de domicílio com recebimento de algum recurso do Bolsa Família desde 2012.
Também houve recuo de porcentual de domicílios que receberam algum recurso do BPC, de 3,5% em 2019 para 3,1% em 2020.
Por conta de uma eventual troca na percepção dos entrevistados entre o recebimento de Auxílio Emergencial e Bolsa Família, Alessandra sugere cautela também na análise desta forte queda na proporção de domicílios que receberam o benefício em 2020.
“É preciso muita cautela ao se comparar esse comportamento da fatia correspondente ao Bolsa Família”, informou Alessandra Saraiva Brito. “Porque sabemos que alguns passaram a receber Auxílio Emergencial”, explicou.
Já Adriana Beringuy, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, lembrou que governos locais, como prefeituras e governos de estado, também lançaram programas de apoio para sustentar consumo e famílias, em meio à crise causada pela pandemia.
“Esses auxílios estão também nesse tópico de ‘outros programas sociais'”, acrescentou ela, ressaltando que os auxílios emergenciais não foram suficientes, em algumas regiões, para compor renda domiciliar perdida por conta da crise.
Na análise regional, as regiões mais pobres do país registraram as mais elevadas parcelas de acesso a recurso de programas sociais, no total de domicílios.
É o caso da Região Norte, com 12,9% dos domicílios com recursos do Bolsa Família; 5% de BPC; e 32,2% de “outros programas sociais”, ou seja, Auxílio Emergencial.
Também é o caso de região Nordeste, cujo total de domicílios contou com as parcelas de 14,2%, de 4,5%, e de 34%, respectivamente, para os mesmos programas sociais.

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