Bovespa


Mercados globais desabam nesta segunda-feira (16) após Fed anunciar novo corte surpresa na taxa de juros dos EUA e com mais países fechando fronteiras para tentar frear o coronavírus. O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, abriu em forte queda nesta segunda-feira (16), acompanhando as praças internacionais, em meio a dúvidas sobre a eficácia das medidas anunciadas pelo Federal Reserve (FED) e outros bancos centrais para frear os impactos do coronavírus na economia global e temores sobre a dimensão dos abalos.
Às 10h05, o Ibovespa caía 0,14%, a 82.564 pontos, mas muitos papeis ainda estavam em leilão. Veja mais cotações.
Antes da abertura do pregão, o contrato futuro do Ibovespa chegou a cair 10% abaixo do ajuste de fechamento do último pregão, sinalizando a ocorrência de um novo “circuit breaker” – mecanismo da B3 que interrompe as negociações quando a queda chega a 10%. Na semana passada os negócios foram paralisados 4 vezes.
Na sexta-feira, o Ibovespa fechou em alta de 13,91%, a 82.677 pontos. Na semana, porém, acumulou queda de 15,68% – pior desempenho semanal desde outubro 2008. No ano, a bolsa acumula perda de 28,51%.
Já o dólar opera em forte alta, chegando a bater na abertura R$ 4,98.
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Cenário externo
Na véspera, o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) anunciou, em pleno domingo, a redução da taxa de juros dos Estados Unidos para a faixa entre 0% a 0,25%, o que agravou os temores sobre o impacto econômico da pandemia. Foi o segundo corte de juros em menos de duas semanas. A instituição também anunciou um programa de compra de US$ 500 bilhões em títulos do Tesouro e de US$ 200 bilhões em valores hipotecários.
Na China, dados oficiais mostraram um tombo maior do que o previsto na economia. A produção industrial na China caiu 13,5% em ritmo anual nos 2 primeiros meses do ano, na primeira contração em quase 30 anos. Já as vendas no varejo recuaram 20,5% na comparação com os dois primeiros meses de 2019.
Na Europa, os principais índices de ações despencaram a mínimas desde 2012, com França e Espanha liderando as perdas após se juntarem à Itália com a imposição de quarentena nacional.
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Expectativa de corte de juros no Brasil
No Brasil, as atenções da semana se voltam para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que anuncia na quarta-feira (18) a nova taxa básica de juros. Com a decisão do Fed, aumentam as apostas do mercado de um novo corte na Selic, atualmente em 4,25%.
O mercado reduziu para 1,68% a estimativa de crescimento do PIB em 2020, segundo o boletim Focus do BC, divulgado nesta segunda. Os analistas também passaram a prever um corte da taxa básica de juros nesta semana, dos atuais 4,25% para 4% ao ano.
Segundo informou o Blog do João Borges, o Ministério da Economia já discute as várias alternativas para aumentar a disponibilidade de recursos para enfrentar a emergência da saúde das pessoas e da economia por causa do coronavírus. Uma delas é elevar o déficit fiscal previsto para este ano, que é de R$ 124 bilhões.
Variação do Ibovespa em 2020
Economia G1
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