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Relações entre países entraram em colapso durante a presidência de Donald Trump (2017-2021), que lançou uma guerra comercial contra os chineses enquanto criticava Pequim pela pandemia. Destino de Taiwan é o que gera mais tensão atualmente entre os países. Os presidentes Joe Biden e Xi Jinping
Evan Vucci / AP Photo e Reprodução/ United Nations/ You Tube
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse ao presidente da China, Xi Jinping, que a missão de ambos é garantir que a competição entre seus dois países “não se desvie para um conflito”, ao iniciar a cúpula virtual que os dois líderes mantêm nesta segunda-feira (15).
O presidente chinês, por sua vez, afirmou que ambos devem “respeitar uns aos outros, coexistir em paz e buscar uma cooperação em que ambos ganhem”, segundo a imprensa chinesa, que adiantou as primeiras palavras do telefonema, que teve início às 21 horas de Brasília e tem previsão de durar horas.
Além dos presidentes e seus intérpretes, não foi especificado quem exatamente participa.
O encontro virtual acontece depois de Biden criticar a ausência de Xi Jinping em importantes reuniões internacionais e em um momento em que o presidente chinês fortalece seu controle sobre o regime.
Joe Biden e Xi Jinping terão hoje o primeiro encontro virtual desde o começo do ano
Os dois presidentes conversaram longamente por telefone duas vezes desde a posse de Biden em janeiro. Dada a recusa de Xi em viajar para o exterior devido à pandemia, optou-se por uma reunião online para manter conversas diretas.
Os assessores de Biden apresentam a cúpula como uma oportunidade para tentar evitar uma escalada das tensões, especialmente em relação a Taiwan, uma democracia autônoma que a China considera uma província turbulenta.
As relações entre as duas potências entraram em colapso durante a presidência de Donald Trump (2017-2021), que lançou uma guerra comercial contra a China enquanto criticava Pequim pela pandemia de Covid.
Biden reformulou o confronto de forma mais ampla, em uma luta entre democracia e autocracia, e embora seu tom seja mais comedido que o de Trump, a relação entre Washington e Pequim continua tensa por questões como Taiwan, direitos humanos e comércio.
Grandes tensões
Atualmente, o destino de Taiwan é o que gera mais tensão, dada a intensificação das atividades militares chinesas com um número recorde de incursões na zona de defesa aérea da ilha.
A tensão ficou evidente no fim de semana, quando o secretário de Estado Antony Blinken e seu homólogo chinês Wang Yi tiveram uma conversa agitada.
Blinken expressou “preocupação com a contínua pressão militar, diplomática e econômica de Pequim” sobre Taipei, enquanto Wang alertou contra qualquer ação dos EUA que pudesse ser interpretada como apoio à “independência de Taiwan”.
Pequim colocou nesta segunda-feira a responsabilidade de melhorar as relações sobre os ombros de Biden.
“Esperamos que os Estados Unidos trabalhem na mesma direção que a China para um bom entendimento”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian, a jornalistas.
No entanto, o funcionário dos EUA disse que Biden “será muito direto e franco nas questões que nos preocupam”, aludindo ao “comportamento coercitivo e provocador da China em relação a Taiwan”, bem como ao que Washington considera violações dos direitos humanos e práticas comerciais agressivas pela China.
Mas destacou que há espaço para cooperação em várias áreas, como as mudanças climáticas.
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