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Número de nascimentos caiu 18% em 2020. Agência de estatísticas culpa pandemia, mas especialistas veem altos custos de moradia, educação e saúde e políticas intervencionistas do passado como causas. Coronavírus: Homem e criança com máscaras faciais em meio às lanternas vermelhas do Ditan Park, no Festival das Lanternas, que marca o fim das comemorações do Ano Novo Lunar na China, em Pequim.
Stringer/Reuters
A taxa de natalidade na China, o país com a maior população mundial, caiu para o seu menor nível em mais de quatro décadas.
A agência chinesa de estatísticas, que divulgou anuário no último fim de semana, afirmou que houve uma queda de 18% no número de nascimentos em 2020, em parte por causa da pandemia do coronavírus Sars-Cov-2, causador da doença respiratória Covid-19.
Porém, analistas vêm apontando que o alto custo de moradias, educação e saúde na China, além da menor disposição para se casar, também podem ser motivos para a natalidade mais baixa.
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China caminha para crescimento populacional zero
A taxa de nascimentos caiu para o patamar de um dígito pela primeira vez, com 8,52 recém-nascidos por mil habitantes – o nível mais baixo desde 1978.
Por causa do declínio nos nascimentos e pelo fato de o número de mortes continuar estável, o país de cerca de 1,4 bilhão de habitantes em 2020 está tendendo para um crescimento populacional zero, segundo especialistas.
O anuário estatístico mostra que a taxa natural de crescimento da população – que considera nascimentos e mortes – caiu para um novo mínimo de 1,45.
Pessoas usando máscaras atravessam rua em Pequim, durante pequeno surto de Covid-19 na capital da China, em 25 de outubro de 2021
Thomas Peter/Reuters
A expectativa é de que a população chinesa deverá diminuir mais nos próximos anos, uma tendência que o governo tenta reverter, a exemplo do relaxamento de limites para ter filhos ou da redução de custos associados à educação infantil e à criação.
Essas políticas, no entanto, não parecem ter atendido às preocupações de jovens famílias em relação aos custos com a família.
Menos nascimentos, mais idosos
Outro fator que amortece o crescimento populacional na China é o envelhecimento da população, inesperadamente veloz. Segundo estudiosos, cada vez menos pessoas em idade de trabalhar na segunda maior economia do mundo precisam financiar um número crescente de idosos.
A população chinesa viveu décadas de políticas intervencionistas no planejamento familiar, com uma política de apenas um filho implementada em 1980 e mantida até 2015.
De acordo com estudiosos, essas intervenções também contribuíram para uma mudança de mentalidade na população chinesa, cuja maioria atualmente quer ter apenas um filho.
Demógrafos apontam igualmente que no momento existe um número relativamente baixo de mulheres em idade reprodutiva no país.
Idosos se protegem com máscaras em Hong Kong, na China, nesta quinta-feira (30)
AP Photo/Kin Cheung
Por outro lado, o declínio na população, segundo especialistas, se deve também a uma tendência mundial, verificada especialmente no leste asiático.
O anuário de estatísticas populacionais também constatou que houve uma diminuição do gasto per capita em despesas com educação, cultura e recreação, além de serviços médicos e de saúde por chineses no campo e em centros urbanos.
Por outro lado, a renda familiar aumentou, ao mesmo tempo em que os preços de habitação também subiram.

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