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Após semanas de negociações, social-democratas, verdes e liberais chegam a consenso para formar novo governo na Alemanha, deixando Olaf Scholz mais perto do cargo de chanceler federal. Olaf Scholz, líder do Partido Social-Democrata da Alemanha, em imagem de 27 de setembro de 2021
Hannibal Hanschke/Reuters
Quase dois meses após as eleições parlamentares na Alemanha, os três partidos que negociavam a formação de um governo chegaram a um acordo de coalizão. Os partidos Social-Democrata (SPD), Verde e Liberal Democrático (FDP) convocaram uma coletiva de imprensa para a tarde desta quarta-feira (24) para apresentar os detalhes do pacto.
As negociações entre as três legendas começaram oficialmente no fim de outubro. Após o acordo de coalizão, as legendas esperam agora que o líder social-democrata Olaf Scholz seja eleito pelo Bundestag (Parlamento) na semana do dia 6 de dezembro como sucessor de Angela Merkel no cargo de chanceler federal.
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Somente na terça-feira (23) os três partidos chegaram a um consenso sobre o tema proteção climática. Segundo informações obtidas pela emissora de televisão ARD, uma expansão maciça das energias renováveis deve ser estipulada no acordo tripartite.
A meta será de que, até 2030, as energias eólica e solar cubram 80% do consumo de energia na Alemanha e um terço dos carros sejam completamente elétricos. Pouco tempo depois, licenças para veículos com motor a combustão deverão deixar de ser concedidas. A coalizão também pretende antecipar o abandono da energia a carvão de 2038 (meta atual) para 2030, segundo a ARD.
De acordo com a emissora, detalhes sobre os controversos temas orçamento e finanças ainda não são conhecidos, nem os nomes dos ministros do novo governo.
‘Coalizão semáforo’
O SPD foi o partido mais votado nas eleições gerais de 26 de setembro, com 25,7% dos votos. O Partido Verde obteve o melhor resultado da sua história, com 14,8%, e os liberais alcançaram 11,5%.
Tradicionalmente uma coalizão de governo necessita alcançar a maioria absoluta no Parlamento (o que também garante a eleição do candidato indicado a chanceler pelo Bundestag, o Parlamento alemão), já que os partidos alemães costumam ser avessos a governos de minoria.
Caso se concretize, esta será a primeira aliança tripartidária a governar a Alemanha desde anos 1950. E seria a primeira vez que uma “coalizão semáforo”– em alusão às cores dos partidos social-democrata (vermelho), liberal (amarelo) e Verde – governaria em nível federal na Alemanha e colocaria fim aos 16 anos de governo conservador sob Merkel.
Chefiado pela chanceler federal, o governo atual é composto pela união entre o partido dela, a União Democrata Cristã (CDU), e seu partido irmão União Social Cristã (CSU), além do Partido Social-Democrata (SPD). A aliança entre as duas maiores bancadas é chamada de “grande coalizão”.
Os conservadores amargaram o pior resultado de sua história nas eleições de setembro, obtendo 24,1% dos votos, e uma repetição da aliança com o SPD foi descartada por ambos os partidos.
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