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Começa nesta quinta-feira (18) em Lesbos, no leste da Grécia, o julgamento de 24 trabalhadores humanitários que participaram de operações de salvamento de migrantes entre 2016 e 2018; Migrante segura cartaz durante manifestação fora do parlamento grego, no dia 26 de junho de 2020
Alkis Konstantinidis/Reuters
Começa nesta quinta-feira (18) em Lesbos, no leste da Grécia, o julgamento de 24 trabalhadores humanitários que participaram de operações de salvamento de migrantes entre 2016 e 2018. Os acusados podem ser condenados a até 25 anos de prisão, a pena máxima prevista pela justiça grega.
Espionagem, divulgação de segredos de Estado, tráfico de seres humanos, filiação a um grupo criminoso e lavagem de dinheiro: esse é o resumo de uma longa lista de acusações que enfrentam os 24 ativistas humanitários, de diversas nacionalidades, julgados a partir desta quinta-feira na ilha de Lesbos.
Todos eram membros da ONG Centro Internacional de Resposta Emergencial (Erci, sigla em inglês), que realizava operações de salvamento de migrantes no Mar Mediterrâneo até 2018.
Reconhecida pela Grécia como uma Organização Não-Governamental, a Erci teve todas as suas atividades suspensas em setembro de 2018, após ser apontada como uma instituição criminosa. Entre os acusados, dois já cumpriram três meses de prisão preventiva há três anos. 
Um dos casos que mais causam indignação é o da refugiada síria Sarah Mardini. Ela e a irmã, ambas nadadoras profissionais, resgataram cerca de vinte migrantes de uma embarcação à deriva, em 2015. Sarah passou mais de 100 dias presa, antes de ser liberada, em dezembro de 2018, sob caução. 
Acusações grotescas
Para a ONG defensora de direitos humanos Anistia Internacional, as acusações contra os ativistas são “grotescas”. Em um comunicado, a organização afirma que o julgamento “mostra até onde as autoridades gregas estão dispostas a ir para desencorajar as pessoas a prestar apoio aos refugiados e migrantes”. Já segundo a Human Rights Watch, o processo tem claramente “motivações políticas”. 
A Anistia Internacional também destaca que as acusações contra os 24 trabalhadores humanitários não representam casos isolados.
Em toda a Europa, há diversos casos de ativistas processados por terem ajudado migrantes “homens e mulheres que fogem de conflitos, torturas ou situações extremas em seus países de origem, sem ter outra escolha além de realizar périplos extremamente perigosos em busca de segurança”, diz a ONG em comunicado.
Além disso, segundo a Anistia Internacional, criminalizar defensores dos direitos humanos não vai convencer os migrantes a pararem de atravessar o Mar Mediterrâneo e pode ter como consequência mais mortes. “A solidariedade não pode ser um crime”, frisa a ONG.
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