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Várias acusações de tortura foram apresentadas contra general dos Emirados Árabes Unidos na França, onde fica a sede da Interpol, e na Turquia, país que recebe a assembleia geral da organização. O general Ahmed Nasser Al Raisi, inspetor-geral do Ministério do Interior dos Emirados Árabes Unidos, que foi eleito o novo presidente da Interpol, fala ao telefone na 89ª Assembleia Geral da Interpol em Istambul, na Turquia, em 23 de novembro de 2021
Ozan Kose/AFP
O general Ahmed Nasser Al Raisi, dos Emirados Árabes Unidos e alvo de denúncias de “torturas” na França e Turquia, foi eleito nesta quinta-feira (25) em Istambul presidente da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal).
O estatuto da Interpol concede ao presidente um papel sobretudo honorário e o verdadeiro comandante da organização é o secretário-geral, Jürgen Stock, reeleito em 2019 para um segundo mandato de cinco anos.
Com mandato de quatro anos, o presidente da Interpol ocupa a função em período parcial e de forma não remunerada, a partir de seu país de origem.
Apesar de ser um cargo protocolar, vários analistas manifestaram preocupação com a chegada de Al Raisi à presidência da organização. Organizações de defesa dos direitos humanos e legisladores europeus se posicionaram consideraram que sua eleição afetará a Interpol.
“Estamos convencidos de que a eleição do general Al Raisi afetaria a missão e a reputação da Interpol”, escreveram em meados de novembro a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e três deputados europeus, incluindo Marie Arena, presidente da subcomissão de Direitos Humanos do Parlamento Europeu.
Várias acusações de tortura foram apresentadas contra Al Raisi nos últimos meses na França, onde fica a sede da Interpol, e na Turquia, país que recebe a assembleia geral da organização.

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