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Dissidentes foram acuados em suas casas por turbas de vigilantes usados para frustrar a marcha pacífica na ilha caribenha. O ativista da oposição Yunior Garcia Aguilera aparece na janela de sua casa com uma flor branca, em Havana, no domingo (14), véspera da manifestação que ajudou a organizar em Cuba
AP Photo / Ramon Epinosa
No dia convocado por opositores para pedir pacificamente mais liberdade em Cuba, somente os militantes a serviço do regime foram autorizados a protestar — mas contra os dissidentes. Cercaram suas residências e fizeram vigília com um único objetivo: impedir que tomassem as ruas e evidenciam a insatisfação com o sistema político de mais de seis décadas
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O caso mais emblemático ocorreu em frente à casa da ativista Saily González, em Santa Clara, que acordou às 5h com xingamentos e vaias de uma pequena multidão, mulheres em sua maioria.
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Coordenadora da plataforma Arquipélago, que convocou a marcha cívica, Saily postou várias lives pelo Facebook para denunciar o cerco. Cada vez que ela aparecia no quintal, a claque de mulheres renovava as ofensas de forma agressiva.
A ofensiva durou o dia inteiro. Acuada em sua própria casa por pessoas estranhas, Saily foi firme: pendurou lençóis brancos no varal, cantou o hino nacional, recitou poemas e, sobretudo, questionou a atuação da turba, que chamou de capangas.
Cenas semelhantes se repetiram em várias cidades onde estavam programados os protestos. Líder da manifestação, o dramaturgo Yunior García Aguillera sequer conseguiu aparecer na janela de seu apartamento, vedada com uma enorme bandeira de Cuba pendurada ali pela patrulha-cidadã.
As ruas das principais cidades estavam policiadas e reservadas apenas a paramilitares e aos chamados revolucionários a serviço do regime.
O Observatório Cubano de Direitos Humanos contabilizou pelo menos 200 presos desde sábado, além de desaparecimentos e sequestros de ativistas. À medida que as horas passavam, as denúncias de prisões se multiplicavam. A líder do grupo Damas de
Branco, Berta Soler, e o marido Angel Moya foram detidos ao sair para a marcha, informou o filho.
Parentes de Andy García, condenado a sete anos por ter participado do protesto de 11 de julho, enfrentaram uma turba de militantes. Jornalistas também foram sitiados em casa e impedidos de trabalhar. Tal como nos atos de julho, o governo respondeu com sucessivos apagões na internet.
“Cada vez que fecham de um lado, as águas do civismo encontram outra saída. Essa repressão que hoje se desdobra em Cuba, com prisões e ruas militarizadas cheias de agentes da polícia política. Tudo isso aumenta a pressão social”, resumiu pelo Twitter a blogueira Yoani Sánchez.
Forçada a ficar em casa, a ativista Saily González demonstrava serenidade para seguir em frente: “Se não sair hoje, saio amanhã. Todos os dias são 15 de novembro para protestar contra a ditadura.”
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