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Stella Creasy, parlamentar da oposição trabalhista, publicou a uma imagem de um e-mail oficial alertando que ela não poderia comparecer à Câmara dos Comuns ‘com uma criança’. A parlamentar britânica Stella Creasy, do Partido Trabalhista, discursa no Parlamento do Reino Unido com seu bebê recém-nascido enrolado ao corpo, na Câmara dos Comuns, em 23 de setembro de 2021
PRU via AFP
A deputada britânica Stella Creasy foi advertida por comparecer à Câmara dos Comuns com o pequeno Pip, seu bebê de 3 meses, gerando novos debates sobre os direitos dos parlamentares que se tornam pais.
Membro da oposição trabalhista, Creasy publicou a uma imagem de um e-mail oficial alertando que ela não poderia comparecer ao Parlamento do Reino Unido “com uma criança”.
Em setembro, a deputada compareceu à Câmara dos Comuns com seu recém-nascido para exigir de seu presidente, Jacob Rees-Mogg, que as mães fossem apoiadas em vez de repreendidas quando retornassem ao trabalho no Parlamento, já que não têm direto à licença-maternidade.
Até fevereiro, as ministras do governo do Reino Unido eram obrigadas a renunciar quanto tinham filhos, mas agora elas têm direito a seis meses de licença-maternidade remunerada.
Já as deputadas que não são membros do governo não são substituídas. Desde 2019 elas podem votar por procuração, depois que a parlamentar trabalhista Tulip Siddiq adiou uma cesárea e compareceu a uma importante votação do Brexit em uma cadeira de rodas.
Questionado sobre o assunto pela BBC, o vice-primeiro-ministro Dominic Raab disse: “Devemos garantir que nossa profissão se enquadre ao século 21 e permita que os pais conciliem trabalho e tempo para a família”.
“A decisão final cabe às autoridades da Câmara”, acrescentou, mas em sua opinião, a presença de um bebê “não a impedia,” a título pessoal, “de fazer (o seu) trabalho”.

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