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O general Augusto Pinochet, ditador que comandou o Chile com mãos de ferro, durante seu aniversário de 82 anos em novembro de 1997
Cris Bouroncle/AFP
Um tribunal federal da Austrália decidiu nesta quarta-feira (24) que a chilena Adriana Elcira Rivas González, ex-secretária do chefe da polícia secreta do ditador Augusto Pinochet, deve ser extraditada para o Chile.
Rivas, que tem 60 anos atualmente, foi secretária de Manuel Contreras, o temido chefe da DINA (a polícia secreta de Pinochet que matou mais de 3,2 mil pessoas durante a ditadura chilena). Mentor da Operação Condor, Contreras foi condenado a 516 anos de prisão e morreu em 2015.
Contra a sua ex-secretária pesam sete acusações de sequestros cometidos na década de 1970 — entre eles o desaparecimento, em 1976, do líder comunista Victor Manuel Diaz López.
Ela mora na Austrália há 30 anos e trabalhava em Sydney como babá e faxineira, mas o governo chilenos solicitou formalmente a sua extradição apenas em 2018. Ela
Rivas recorre de uma possível extradição desde fevereiro de 2019, quando foi detida. Uma decisão de 2020 a declarou apta para ser enviada ao Chile, e em junho Rivas perdeu seu primeiro recurso. Agora, um tribunal federal confirmou mais uma vez a decisão.
Os juízes da corte federal australiana dizem que Rivas “afirma não ser culpada das acusações a ela atribuídas”, mas destacaram que essa decisão cabe à Justiça chilena, pois a sua eventual culpa (ou inocência) “não fazem parte do processo internacional de extradição”.
Em 2007, durante uma visita ao Chile, Rivas foi detida e solta sob fiança. Aproveitou-se desta situação para fugir para a Austrália.

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