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Governo armênio diz que há mortos, enquanto militares azeris acusam os vizinhos de provocação. Militares do Azerbaijão desfilam no marco de um ano da guerra de Nagorno-Karabakh em 2020, em ato em 8 de novembro
Aziz Karimov/Arquivo/Reuters
Um novo confronto entre militares da Armênia e do Azerbaijão eclodiu nesta terça-feira (16) perto do território separatista de Nagorno-Karabakh. Os dois países, ex-integrantes da União Soviética, travam conflitos territoriais há décadas na região do Cáucaso.
Autoridades armênias dizem que 15 soldados do país morreram no conflito, enquanto o Azerbaijão afirmam que dois militares azeris ficaram feridos.
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Além de divergirem sobre os números de mortos e feridos no confronto, os dois lados dão versões diferentes para o que iniciou a nova rodada de hostilidades: a Armênia diz que os militares azeris abriram fogo primeiro, enquanto o Azerbaijão acusa o outro lado de fazer “grandes provocações”.
Logo na noite desta terça, horário local, a Rússia — que politicamente não tem interesse nesse confronto — intermediou um cessar-fogo entre os dois lados.
Mapa República de Nagorno-Karabakh
Alexandre Mauro/G1
Crise entre Armênia e Azerbaijão
Os confrontos desta terça são uma continuidade da crise entre as duas repúblicas soviéticas: os dois países tiveram conflitos graves em 2020 que deixaram centenas de mortos e de desabrigados em plena pandemia de Covid-19.
Essa disputa, porém, é ainda mais antiga. A maior dessas disputas envolve a autodeclarada República de Nagorno-Karabakh, também conhecida como Artsakh. A região abriga quase 150 mil pessoas em um território encravado nas fronteiras do Azerbaijão. Dessa população, segundo dados apresentados pelo governo armênio, 95% têm origem armênia.
Homem vê casa ser destruída em confrontos entre militares pró-Armênia e forças do Azerbaijão em Stepanakert, maior cidade de Nagorno-Karabakh, em outubro de 2020
AP Photo
De um lado, armênios argumentam que são a maioria étnica e, por autodeterminação dos povos, têm direito ao controle de Nagorno-Karabakh. Do outro, os azeris entendem que também têm aquela região como parte do território histórico do Azerbaijão.
O maior conflito entre os dois países pelo controle da região ocorreu logo após o fim da URSS. Na ocasião, mais de 30 mil pessoas morreram.

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