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Tempo sem ir ao médico pode resultar em diagnóstico tardio de doenças

Tempo sem ir ao médico pode resultar em diagnóstico tardio de doenças

pixabay

A pandemia afetou diversos setores do cotidiano, inclusive a rotina de cuidados médicos de muitas pessoas. Segundo nota técnica da Fiocruz (Fundação Osvaldo Cruz) do dia 9 de novembro, houve uma queda de 53% nas intervenções cirúrgicas no SUS (Sistema Único de Saúde).

Com números baixos de mortes e novos casos de Covid e o retorno à vida social, chegou a hora de voltar a se preocupar com a saúde. O geriatra Natan Chehter, membro da SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia), explica as consequências desse período sem ir ao médico. 

“O grande problema de não ir ao médico regularmente é a falta de diagnósticos; doenças como câncer, diabetes ou hipertensão podem ficar sem ser detectadas por muito tempo, dificultando o tratamento no futuro. Nesse sentido, é esperado que as pessoas tenham a saúde piorada. Além do que, durante o isolamento muitos também pararam outras atividades, como exercícios físicos e fisioterapia, fazendo com que o corpo fique mais frágil”, diz o médico.

O levantamento da Fiocruz mostrou, ainda, que todos os serviços do SUS caíram drasticamente no começo da pandemia, exceto o setor de medicamentos, e depois de um tempo houve  aumento nos atendimentos, mas eles não voltaram aos níveis pré-Covid. 

“O acompanhamento regular é importante para a prevenção; com o diagnóstico precoce é possível ter um tratamento mais cedo e consequentemente mais efetivo. As visitas de rotina ao médico devem servir para acompanhar o estado de saúde e, se for o caso, como anda o tratamento”, pontua Chehter.

O geriatra lembra da importância de procurar médicos de todas as especialidades, a fim de fazer exames e descobrir qual o real estado de saúde.

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Mas o cardiologista João Vicente da Silveira aconselha primeiro buscar um clínico geral, que vai dar orientações adequadas para realizar um diagnóstico total da saúde do corpo.

“Os exames que devem ser solicitados pelos médicos consistem em uma tomografia de tórax, prova de função pulmonar, eletrocardiograma, ecocardiograma, exames de sangue como hemograma, creatinina, ferro, ferritina, enzimas do fígado e marcadores inflamatórios”, orienta Silveira.

O especialista ressalta que pessoas recuperadas da Covid precisam frequentar o médico com maior frequência, a fim de acompanhar possíveis sequelas. Números do Ministério da Saúde revelam que mais de 21 milhões de brasileiros se infectaram com o Sars-CoV-2 e foram curados. 

“É de vital importância que as pessoas recuperadas da Covid busquem um médico com maior frequência, pois toda doença no início tem um prognóstico melhor se for feito o tratamento na sua forma inicial e, com isso, chances de conseguir a cura e evitar riscos mais graves.”

O especialista conta que após a retomada dos cuidados médicos é aconselhável visitar um especialista ao menos uma vez a cada seis meses, para consultas de rotina. No caso de doentes crônicos, a frequência tem de ser maior, já que precisam de um atendimento mais personalizado.

“Ir ao médico com frequência significa estar mais apto a detectar possíveis complicações e, se for preciso, começar um tratamento mais cedo. Com isso, diminuir as chances de desfechos mais graves”, finaliza Silveira.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Carla Canteras

 

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